O curso de arquivologia sofre com o mito de que o profissional formado vai ter de vestir um guarda-pó, usar máscara e lidar, dia-a-dia, com um monte de papéis velhos. De fato, há os arquivistas que trabalham com a restauração e preservação da memória. Mas, hoje em dia, quem se forma na graduação tem espaço aberto para trabalhar nas mais diversas empresas, desde escritórios de advocacia até indústrias. A atuação do profissional é tema do Guia de Carreiras do G1, desta terça-feira (20).
*
Iniciativa privada abre espaço para arquivistas
*
Área se consolida e é desafiadora, diz arquivista
“Quando aparece a figura do arquivista no cinema, por exemplo, ela é sempre estereotipada. Hoje, o profissional trabalha diariamente no computador”, afirma a presidente da Associação dos Arquivistas Brasileiros (AAB), Lúcia Maria Velloso de Oliveira. “Para atuar na área, a pessoa tem de gostar de ler e ter alguma afinidade com administração”, diz.
O arquivista é o responsável pela organização e catalogação de todo o tipo de documentos. Sua atividade é fundamental, por exemplo, em empresas de advocacia, na organização de processos, ou no setor de recursos humanos, para a catalogação de informações existentes sobre os funcionários.
“Hoje em dia ninguém fica sem memória. A organização dos documentos é manter a memória de pessoas e de instituições”, afirma Rosani Beatriz Pivetta da Silva, coordenadora da graduação na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), no Rio Grande do Sul.


Arquivista cuida da memória de pessoas e de instituições
|
|




